Renovar a frota para viabilizar o transporte coletivo

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Oferecer aos munícipes um transporte público eficiente, seguro e pontual, é o item mais presente nos planos de governo de todos os candidatos a prefeito. Afinal, o “ir e vir” é um dos direitos fundamentais das pessoas. É um grande desafio para gestores e empresários do setor, até porque as cidades estão ampliando seus parques industriais, gerando vagas de emprego e ampliando a demanda de transporte coletivo.

Paralelo a essa urbanização do país, mas crescendo na mesma proporção, dentre as principais estratégias adotadas para desenvolver o setor industrial no Brasil, uma delas foi o fomento dado à indústria automobilística, não só no tocante à produção de automóveis, mas também na expansão e consolidação dos setores econômicos agregados, como a produção de insumos, combustíveis, desenvolvimento do mercado de crédito e financiamento etc.. Com isso, os municípios investiram em mobilidade urbana, mas o fizeram voltados para o transporte individual, relegando os diferentes modais. Como a maior parte do operariado reside nas periferias, na maior parte em bairros distante dos locais de emprego, consumo e entretenimento, tornou-se imperiosa a adoção de medidas voltadas para o transporte público.

Além de uma política de eficiência operacional, atuando na estrutura viária, com a definição de uma boa engenharia de transportes, definição de rotas, coberturas, extensão e frequência dos serviços, faixas exclusivas/corredores de ônibus, prioridade nos cruzamentos para os transportes coletivos e outras medidas de curto prazo, é preciso investir na frota que serve ao transporte coletivo.

Os usuários querem meios de transporte com maior qualidade e conforto (acesso fácil, ar condicionado, espaço etc.), porém geralmente o transporte público é uma concessão e as empresas prestadoras deste serviço para cumprir as exigências dos processos licitatórios enfrentam variantes como preço dos combustíveis, gastos com pessoal e, sobretudo, a necessidade de aumento e renovação da frota. Diante do exposto, os envolvidos neste engenharia precisam estar constantemente “antenados” com os programas de financiamento de frota disponíveis, dentre os quais o Refrota, do Ministério das Cidades e o Credfrota da Caixa, além daqueles oferecidos pela iniciativa privada.

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